Brexit

BrexitAdeus Reino Unido, agora desunido da Europa, mas com certeza a unir-se aos States de Mr. Trump. Só espero que a ilha não vá para o brejo e se afunde. The British Empire há muito que ruiu. E com Mr. Trump a dirigir o mundo pelo Twitter e a Casa Real Britânica a braços com sucessivas crises de afirmação monárquica, o futuro não se adivinha fácil. Mas nós, que gostamos dos britânicos, dos seus livros, filmes e do seu teatro, dos seus castelos e do verde dos seus prados, sem esquecer o chá e os scones, cá estaremos de braços abertos para os receber de volta.
(Cartoon de André Carrilho)

 

Democracia não é bandalheira

Os médicos são alvo de agressões nos hospitais; os professores e os auxiliares nas escolas. Isto é o Texas dos fora-da-lei? Não há nenhuma autoridade capaz de pôr cobro a isto? E os ministérios respectivos, o que dizem sobre o assunto? E o que fazem? E o senhor primeiro-ministro o que tem a dizer? E os senhores deputados? Há mais vida para além do OE. Ou será que estamos na mão de minorias intocáveis que vivem à sombra do politicamente correto? Não quero pensar que ande tudo em roda livre. Democracia não é bandalheira.

A política tradicional não tem futuro

O discurso político tradicional está completamente estafado, gasto, inoperante. Os políticos, os sindicalistas, não conseguem dar a volta ao texto. Preferem dar a volta ao cidadão fazendo-o acreditar que não há outra maneira de fazer as coisas, que estão no caminho certo. Estafam o tempo em areópagos onde aquilo que deviam discutir, e os resultados a que deviam chegar, se transfere para nova oportunidade, novo conclave. E assim tudo se adia. Entretanto, os bispos dos vários dogmas e interesses vão se infiltrando no quotidiano das pessoas, de braço dado com os vários lóbies que se instalam propagando a única verdade: a dos seus interesses particulares. O mundo continua à espera de resoluções e atuações que exigem prontidão imediata. Mas dificilmente chegaremos lá a tempo de recuperarmos a sanidade do planeta em que vivemos com os políticos e as políticas tradicionais.

A(ventura)reirismos

Escancarar a porta da democracia só serve para deixar entrar a ditadura. E ela está aí a espreitar, à procura de oportunidade, vestida de nova democracia ungida pelos Saudosistas, a cheirar a mofo e perigosa. Exige-se que os políticos democratas abram os olhos e atuem em conformidade antes que seja tarde. Não há que ter medo de proibir e enfrentar. Nem há que contemporizar. Há que ser firme, denunciar, e dar-lhes com a porta na cara. Por outro lado, há que por em prática políticas corretas que favoreçam os mais desprotegidos e reforcem a classe média, ensino adequado e útil, técnica e culturalmente, emprego com salários justos, acesso à saúde com celeridade no atendimento e resultados. Só assim se reforçará a democracia. Ser amigo do nosso inimigo, além de ingenuidade, demonstra conluio com as forças fascizantes.

Política caseira

Rui Rio é um líder de papelão; Assunção Cristas uma boneca de porcelana; Catarina Martins uma comediante; Jerónimo de Sousa um velho do Restelo; António Costa é o homem dos sete instrumentos. Os outros andam à boleia.

Coisas da silly season

Desde o 25 de Abril que os portugueses foram educadas no usufruto das amplas liberdades, mas esqueceram-se de educá-los nos amplos deveres. Foi hoje aprovado um diploma que multa o cidadão, entre 25 e 250€, que atirar beatas para o chão. Quem faz a vigilância, quem multa, onde está? À porta de diversos serviços públicos (e em muitos outros locais) há centenas de beatas atiradas para o chão. Vão lá colocar um polícia de plantão? No outro dia a Câmara colocou nos portões do Parque dos Poetas uns cartazes a proibir a entrada de cães nos jardins, mesmo que atrelados ao dono. As pessoas continuam a levar os bobis a dejectar e a urinar sobre a relva, onde depois brincam crianças. Onde está a vigilância, quem vai multar? Nas rotundas é proibido parar ou estacionar. Ao pé de mim, há uma rotunda de constante movimento, e há estacionamento permanente na mesma, às vezes mesmo defronte da entrada para as garagens. E todos os inquilinos têm garagens. Não me façam rir.