A estratégia

A direita está a utilizar as plataformas digitais para minar a estratégia do Governo quanto ao desconfinamento, tentando fazer com que ceda mais depressa a desconfinar. O número de infetados e internados voltará assim a subir, o que servirá para acusar depois o Governo de não ter mão no combate à pandemina..

A democracia pode ser uma ditadura

A ditadura da oposição desejosa de ganhar pontos a todo o custo, mesmo numa situação pandémica como a que estamos a atravessar. Tudo serve para denegrir a imagem de quem nos governa, eleito para isso mesmo. A oposição de direita em Portugal é algo que ainda respira ares do fascismo dos quais não se consegue libertar. Esta oposição preferia viver em ditadura fingindo democracia. A Comunicação Social atravessada por muita gente de baixo nível profissional e que só responde à voz do dono, mesmo em órgãos do Estado, é a prova de que mesmo estando na UE continuamos a ser fustigados pelos ecos do passado fascista. Tudo serve para contornar ou dinamitar a realidade, mesmo numa situação em que devíamos estar unidos na diversidade. Há uma grande dificuldade política em Portugal de fazer vida longe da manjedoura pública. Para lá chegarem vale tudo. E quando lá chegam arrasam tudo.

Os medíocres

Todo o comentador de salão aproveita a pandemia para, mais ou menos subrepticiamente, atacar o governo e o SNS, pondo defeitos em tudo. Algumas coisas não correm bem? Ou não correram? É possível. Queria, no entanto, ver esses comentadores de salão no lugar daqueles que têm de gerir a saúde pública, o governo e o Estado, e ainda acorrer a uma presidência da Comissão Europeia. É sabido que todo o medíocre fala, critica, mas não se chega à frente para ajudar. O que ele quer é derrubar. Neste momento, perante esta situação que vivemos, todos os partidos de esquerda, incluindo e liderando a luta, o PS, deviam usar os meios legais ao seu alcance para combater este estado de coisas. O problema é que já não existe militância partidária, ou está reduzida ao mínimo. A política transformou-se num meio de obter um cargo próximo da manjedoura pública, coisa em que nem sequer agora somos originais, pois sempre foi essa a nossa postura.

Eles andam por aí

A maioria dos jovens não se interessa pelo que foi o 25 de Abril. Pela transformação de uma sociedade totalitária numa sociedade livre, democrática. Já nasceram em liberdade, pelo que, em geral, não reflectem muito sobre o passado que não viveram. Interessam-se bastante pelos problemas do clima – o que é louvável – embora os Donos Disto Tudo continuem a levar o barco no rumo que lhes interessa. Com a pandemia os problemas sociais e económicos agravaram-se. Claro, os DDT passam incólumes por entre a borrasca e aumentam as suas fortunas. Em Portugal (e não só), começam a reaparecer as famílias de ideologia fascista pretendendo aproveitar a maré para voltar a uma sociedade patrulhada pelo medo. Não podemos facilitar. Não há lugar na democracia para quem não é democrata. Os DDT e os seus homens de mão sabem fingir que são o que nem em sonhos admitem ser. Redobremos a vigilância para continuarmos a ter liberdade e democracia.

Belém

Ana Gomes desafiou António Costa no que respeita ao PS e às presidenciais, em Janeiro próximo. Mas o primeiro-ministro já tem o seu candidato: Marcelo Rebelo de Sousa, beijos e abraços. É claro que ninguém sabe como se posicionará MRS no seu segundo mandato. Certamente diminuirá os beijos e abraços, não só por causa da pandemia, mas sobretudo para ajudar o seu partido. Rui Rio é um homem honesto, de bom senso, mas sem perfil de liderança, e nenhum carisma. Quanto a Ana Gomes é uma política aguerrida a quem salta a tampa de vez em quando. Isso pode ser bom ou pode ser mau. Depende do que estiver a ferver na panela.

A democracia

A democracia não é extensível a extremismos. O mesmo é dizer: a democracia não é paracropped-eu-e-o-bolo todos. A democracia não pode pactuar com quem se serve dela para impor regimes totalitários, ou musculados, de pensamento único, e depois se perpetuar no poder. Ora esta situação começa a tomar aspetos perigosos. A permissividade de democratas frouxos, que apenas pensam em termos do politicamente correto e dos seus interesses pessoais, mesquinhos, de sobrevivência política, abre as portas ao cavalo de Tróia que invadirá a democracia para assim a transformar em ditadura. Todos os alertas não serão demais. Todas as ações conducentes a barrar o extremismo são atos de defesa da democracia. Para que todos possamos respirar, falar e viver sem a sombra do medo a perseguir-nos, a matar-nos, se preciso for. Não é para amanhã. É para hoje.

António Garcia Barreto

O martelo de Thor*

* José Pacheco Pereira no “Público” de 20/06/2020
“Eu gosto muito do meu país, mas não tenho muitas ilusões sobre ele. É um país atrasado, pouco desenvolvido, sem massa crítica, pouco culto, sem grande qualificação da mão-de-obra, muito dependente de vagas de superficialidade, onde a maioria das pessoas trabalha duramente para não receber sequer o mínimo vital, sem vida cívica autónoma do Estado, com uma economia débil, desindustrializado, com uma agricultura desigual, pouco cosmopolita, com muitos aproveitadores e alguns bandidos, mas aí como os outros.”
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