Delfim Guimarães

Delfim Guimarães (1872-1933) foi poeta e escritor entre muitas outras actividades, como a fundação da hoje conhecida Editora Guimarães, administrador do concelho de Ponte de Lima e representante de D. Aurora de Macedo na Roça Pinheira, na Ilha de S. Tomé, onde se deslocou em vários anos (a fotografia a p/b foi tirada em S. Tomé). Nasceu no Porto e faleceu na Amadora onde existe um jardim com o seu nome. O retrato é da autoria de Roque Gameiro, aguarelista que viveu na Amadora.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Delfim_Guimarães
https://www.cm-pontedelima.pt/frontoffice/pages/895?poi_id=133

Joachim Rønneberg

Morreu ontem, aos 99 anos, Joachim Rønneberg, o herói norueguês cuja acção, em 1943, enquadrado num grupo de resistentes, conseguiu desarticular a produção de água pesada, pelos nazis, necessária ao fabrico da bomba atómica.
Deste episódio da II Grande Guerra foram realizados dois filmes e (julgo) publicados dois livros. O filme de 1965 foi protagonizado por Kirk Douglas. O livro que saiu pela mesma altura do filme tem por título «Os Heróis de Telemark», da autoria de Knut Haukelid, também ele um dos heróis de Telemark. A capa do livro é do pintor Lima de Freitas (de uma época em que os artistas faziam capas para livros), edição Livros do Brasil.

A estátua de Joachim Rønneberg foi erguida na cidade de Ålesund, Noruega. A fotografia ao lado do livro refere-se à fábrica onde era produzida a água pesada para o fabrico da bomba atómica, que Joachim, Haukelid e os companheiros desarticularam.

Panteão Nacional

De vez em quando leem-se umas notícias de carácter político e não se acredita. Ainda há pouco se ouvia falar de deputados que se achavam no direito de receber subsídio de alojamento embora não estivessem deslocados. Verdade, mentira? Coisas bizarras da política de um Estado e dos seus representantes que têm a sublime inclinação para se ocupar de coisas menores. Adiante. Agora é peregrina ideia dos representantes do PS e do PSD determinarem que todos os Presidentes da República falecidos vão para o Panteão Nacional. A que propósito? Dizem as más línguas que a ideia é feita à medida do Dr. Mário Soares, único Presidente do tempo democrático já falecido. Não sei. Não li a notícia com fita métrica. O que sei é que por este andar qualquer dia o Panteão será um saco roto onde cairá todo aquele que o momento político entenda merecedor de se juntar aos grandes da Pátria. Não vejo que o cargo de Presidente da República seja, por si só, merecedor da alta distinção de figurar entre aqueles que se destacaram como portugueses, de uma forma superlativa. Mais ainda, dar lugar, à priori, no Panteão Nacional a alguém que ainda não prestou provas do seu desempenho na mais alta magistratura da nação.

Eu, se tivesse de escolher entre um Presidente da República conhecido pelo seu amor ao bolo-rei e um futebolista que levou o nome de Portugal, com honra e glória, aos cinco continentes, escolheria sem hesitar o futebolista.

Dora Maar

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Dora Maar por Man Ray, 1936

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Dora Maar por Pablo Picasso, 1939

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Dora Maar (1907-1997) é o pseudónimo de uma pintora e fotógrafa francesa, de ascendência croata, e de tendência surrealista, companheira e modelo de Pablo Picasso. A primeira imagem é um retrato de Dora Maar da autoria do fotógrafo americano Man Ray. A segunda, é um dos vários retratos da fotógrafa pintados por Picasso. A terceira imagem é uma foto da autoria de Dora Maar.