O vendedor de felicidade

DD11CFA0-A98F-4FA1-8583-6BE847A1F276Desde criança, Tito Borges imagina como teria sido a vida do seu avô materno. Na casa de família onde cresceu, o nome do patriarca da família não era pronunciado, como se de uma maldição se tratasse.

Quando atinge a idade adulta, decide investigar quem foi aquele homem, do qual só sabe ter um sorriso encantador, a que se não consegue resistir. Nesta reconstrução do passado, descobre que o avô fora um mestre na arte de burlar os outros, apresentando-se como vendedor de felicidade.

Tito Borges entra então, sem se dar conta, num jogo envolvendo perseguições perigosas, revelações inesperadas e um busto misterioso. E as coisas tornam-se mais complexas quando se reconcilia com uma antiga namorada, Rute, que o havia trocado por um dos seus amigos de infância.

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EXCERTO: «Quando entrei para a faculdade, passei a viver sozinho, em Coimbra, e depois em Lisboa. Olhava para trás e dava conta da existência de demasiados mortos na família, em pouco tempo. Uma espécie de infelicidade pairava sobre a minha vida, mas não quero dramatizar. Aos poucos, fui definindo objetivos. Terminar o curso e arranjar emprego, constituir família, tentar esclarecer o passado do meu avô, renovar a quinta de Casal de Ventos, de que era agora o único herdeiro. (…) Ainda não disse, mas vou dizer, o meu nome é Tito Borges.»

À sombra das acácias vermelhas

AcaciasV_300Um romance que aborda alguns aspetos da Guerra Colonial em que Portugal esteve envolvido durante treze anos (1961-1974), e sobre a qual o país político enfiou a cabeça na areia, como se ela não tivesse ocorrido.

“Quem habita situações como as que estão referidas neste livro habitualmente tarda em publicitá-las, devido à carga emocional que a elas está ligada. Existem sentimentos de humilhação, coisas más que frenam a espontaneidade e necessitam de um tempo decorrido para o esbatimento desejável e libertador. Permite-se, assim, ao leitor a fruição de um testemunho mais distanciado e crítico, porventura mais coerente. António Garcia Barreto é um autor com uma vasta obra publicada na área do romance e literatura infanto-juvenil.” (da contracapa)

(À venda na WOOK.pt com possibilidade de leitura de algumas páginas)

Carapau de corrida

Pessoa que se julga mais esperta que os outros.

Não existindo, ao que parece, uma origem fidedigna, diz-se que os carapaus sendo peixes rápidos não deixam de ser apanhados nas redes de pesca. Justificação melhor parece ser aquela que liga o carapau à venda em lota. Aqui o peixe é vendido em leilões invertidos, do mais caro para o mais barato. O melhor peixe seria licitado de imediato, sendo mais caro. Para o fim ficava o peixe mais barato, adquirido pelas peixeiras que logo corriam para o vender na vila, ou nos bairros de Lisboa, antes que chegassem as outras peixeiras, tentando vendê-lo ao preço mais elevado. Nem sempre os fregueses iam na conversa, sabendo que aquele era carapau de corrida, de menor qualidade. «Estás armado em carapau de corrida!»

António Garcia Barreto in “O Povo Faz a Língua”, 2020