Poeta e Cardeal

No dia em que o poeta e arcebispo português José Tolentino Mendonça vai ser nomeado cardeal pelo Papa Francisco, deixo aqui um dos seus poemas:

Cardeal

Epitáfio para R.M. Rilke

quando as palavras
buscarem amparo
em teu secreto canto

serás ainda
o único pastor
do meu silêncio

José Tolentino Mendonça

Sopa dos Pobres

A Sopa dos Pobres existe há cem anos, desde a Primeira Grande Guerra. Foi durante o consulado de Sidónio Pais que ela foi instituída pelo jornal O Século com o apoio das paróquias, tal era a fome instalada no país. Cem anos depois continua a haver sopa e continuam a existir pobres que vão à Sopa dos Pobres (ou Sopa do Sidónio, como também ficou conhecida), embora em condições diferentes e com o nome emblemático de solidariedade. Mas se não houvesse esta necessidade ainda hoje, como no passado, já não era necessária a solidariedade e o voluntariado dos eleitos da nação.

Sim, a pobreza dá muito jeito. Sobretudo, à Direita e às Igrejas, porque ajuda a conferir significado às suas acções. Dá-se a sopa e uma manta aos pobres e o problema fica resolvido. A nossa consciência também. Fazer mais, tirar aos ricos e nivelar melhor a riqueza e a Justiça, esse problema é mais do pelouro do Robin dos Bosques.

Um poeta no Arquivo Secreto do Vaticano

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O padre e poeta português José Tolentino Mendonça foi esta terça-feira nomeado pelo Papa Francisco arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Santa Sé. O sacerdote português, que é vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e reitor da Faculdade de Teologia, foi ainda elevado à dignidade de arcebispo, sucedendo na liderança da biblioteca mais antiga do mundo ao arcebispo francês Jean-Louis Bruguès.

via Tolentino Mendonça escolhido pelo Papa para dirigir o Arquivo Secreto do Vaticano – Observador