Razões

Os incêndios de Roma são um emblema do princípio do fim do Império Romano, tal como o Terramoto de Lisboa o é de certa forma para o princípio do fim do Antigo Regime.

Rui Tavares in “O Pequeno Livro do Grande Terramoto”, Tinta da China, Lisboa, 2019

Amadora

Nasci na Amadora, mas nunca soube ao certo como surgiu este topónimo. Sei que aquelas terras pertenceram a um fidalgo de nome Vasco Porcalho, que viveu no século XIV, tendo fugido para Espanha após a batalha de Aljubarrota, por ser partidário de Castela. Deixou por cá a mulher e a filha. A zona onde ficavam as suas terras (na bifurcação das estradas reais vindas de Lisboa, que levavam a Sintra, por uma via, e a Mafra por outra) começou a ser conhecida por Porcalhota. Há quem diga que o nome vem da filha de Vasco Porcalho, a quem o povo chamava Porcalhota. Assim ficou batizada a povoação.

No início do século XX, em resultado do desenvolvimento da terra, que já possuía linha férrea de Lisboa a Sintra e a outros benefícios, e porque o topónimo Porcalhota não era do agrado das pessoas, sobretudo de uma empreendedora Comissão de Melhoramentos, foi decidido alterar o nome da povoação para Amadora, obtido através de um decreto-lei de 1907.

Porquê Amadora?

Segundo a sabedoria popular, de que foi porta-voz um velho residente na Porcalhota, o nome Amadora resulta de um mau desfecho de amores contrariados. Diz-se que um conceituado filho da terra, chamado Pedro Amoedo Ataíde, se enamorou de sua prima Dora de Ataíde, amor correspondido, mas não aceite pelas famílias. Pedro Ataíde acabou com a vida enforcando-se numa macieira, tendo sido encontrado num dos seus bolsos um papel com as seguintes palavras: “O que os homens não querem, a morte aceita. AMO A DORA!” Daí surgiu o nome AMADORA.

As girafas

girafa

“Gravada em 1987 pelo arqueólogo francês Christian Dupuy, duas gravuras em tamanho real de girafas foram gravadas na superfície desgastada de um afloramento de arenito no nordeste do Níger. Os animais não podem ser vistos do nível do solo; eles são visíveis apenas subindo na pedra.”
As gravuras terão entre 6000 e 8000 anos.

A culpa é das estátuas

Há por aí talibãs e a gente não sabia. Mas já sabíamos que a idiotice é uma doença que afeta aqueles que se julgam inteligentes e donos da verdade. O mundo está cada vez mais básico e os humanos a regredir para estádios animalescos, ao mesmo tempo que a tecnologia se desenvolve aceleradamente. Parece contraditório, mas se calhar não é. O espetro da Inquisição, por seu lado, é como um vírus que se julgava extinto e afinal continuava apenas inerte, à espera de oportunidade para atacar.

Mandriões

E quando se pensa que nos países em que o horizonte está quase constantemente Miniatura em medalhão do rei D. Pedro V aberturacoberto os sábios se ocupam com observações, procurando colher delas os possíveis resultados, e que pelo contrário nas belas noites estreladas do nosso clima abençoado os nossos observadores em papel dormem sossegadamente nas suas camas, é preciso confessar que somos muito mandriões e que desprezamos muito a ciência.

D. Pedro V in “Escritos de D. Pedro V, volume I“, citado por Ruben Andresen Leitão na sua obra “D. Pedro V, Um Homem e Um Rei”

A cidade luso-romana de Ammaia

Ammaia, ali para os lados de Castelo de Vide/Marvão. Uma cidade luso-romana, no sentido em que conviveram ali romanos e lusitanos, em pleno Alto Alentejo. Vale a pena ler o texto e visitar o lugar, embora o que se encontra à superfície possa dececionar os visitantes preparados para algo de grandioso. Existe um museu no local.

Pujante no Império Romano, incógnita nos séculos seguintes, Ammaia sempre lutou por permanecer no mapa. De muitas maneiras, ela reflecte a evolução da arqueologia portuguesa.

Fonte: A cidade luso-romana de Ammaia

A missão esquecida do explorador Henrique de Carvalho

Ao mesmo tempo que as potências europeias se batiam pelo continente africano, Henrique de Carvalho foi o último de uma dinastia de exploradores, aceitando a missão de encontrar o mítico império Lunda.

(o texto é longo, mas muito interessante. Dizer que o escritor português Valter Hugo Mãe nasceu em Henrique de Carvalho, atual Saurimo, Angola).

Fonte: A missão esquecida do explorador Henrique de Carvalho