Mandriões

E quando se pensa que nos países em que o horizonte está quase constantemente Miniatura em medalhão do rei D. Pedro V aberturacoberto os sábios se ocupam com observações, procurando colher delas os possíveis resultados, e que pelo contrário nas belas noites estreladas do nosso clima abençoado os nossos observadores em papel dormem sossegadamente nas suas camas, é preciso confessar que somos muito mandriões e que desprezamos muito a ciência.

D. Pedro V in “Escritos de D. Pedro V, volume I“, citado por Ruben Andresen Leitão na sua obra “D. Pedro V, Um Homem e Um Rei”

A cidade luso-romana de Ammaia

Ammaia, ali para os lados de Castelo de Vide/Marvão. Uma cidade luso-romana, no sentido em que conviveram ali romanos e lusitanos, em pleno Alto Alentejo. Vale a pena ler o texto e visitar o lugar, embora o que se encontra à superfície possa dececionar os visitantes preparados para algo de grandioso. Existe um museu no local.

Pujante no Império Romano, incógnita nos séculos seguintes, Ammaia sempre lutou por permanecer no mapa. De muitas maneiras, ela reflecte a evolução da arqueologia portuguesa.

Fonte: A cidade luso-romana de Ammaia

A missão esquecida do explorador Henrique de Carvalho

Ao mesmo tempo que as potências europeias se batiam pelo continente africano, Henrique de Carvalho foi o último de uma dinastia de exploradores, aceitando a missão de encontrar o mítico império Lunda.

(o texto é longo, mas muito interessante. Dizer que o escritor português Valter Hugo Mãe nasceu em Henrique de Carvalho, atual Saurimo, Angola).

Fonte: A missão esquecida do explorador Henrique de Carvalho

Redes comerciais na Idade do Bronze

MinoicoArqueólogos trabalharam com primatologistas para reexaminar pinturas de macacos em um edifício minóico enterrado em cinzas vulcânicas por volta de 1600 aC. no local de Akrotiri, localizado na ilha grega de Thera, no Mar Egeu. Sabe-se que nenhum macaco vivia na Grécia na época. A maioria dos macacos da pintura foi identificada como babuínos de oliveira, nativos do Egito, mas um macaco, com pelo distinto e cauda em forma de S, foi identificado como um langur cinza, uma espécie que vive no Nepal, Butão, e o vale do Indo na Índia.
Já se sabia que os minóicos tinham contato com o Egito. E esse mosaico na parede também indica contatos com a civilização do vale do rio Indo. Ou talvez demonstre a natureza de longo alcance e interligação das redes comerciais, mesmo na Idade do Bronze.
(Fonte)