Entrevista no DN

Entrevista de Maria João Martins no DN de hoje. Referência ao lançamento de A Malta da Rua dos Plátanos em conjunto com o DN e o JN a partir do próximo dia 04/04, e por todo o mês de abril, por apenas + 8 euros.

DN ou JN + A Malta da Rua dos Plátanos

INFORMAÇÃO
Durante todo o mês de abril (todos os dias em banca), o romance A MALTA DA RUA DOS PLÁTANOS será vendido em conjunto com os jornais Diário de Notícias ou Jornal de Notícias, por apenas + 8,00€. 😁

Novidade literária

Romance. A estória de um homem que foi à procura do seu passado, encontrou uma mulher e ficou sem futuro. Livro em formato de papel e ebook. Clicar na imagem para ir diretamente para o site da editora. À venda em Portugal e no Brasil.
Poemas de circunstância e do quotidiano. Em formato de papel e ebook. Clicar na imagem para ir diretamente para o site da editora. À venda em Portugal e no Brasil.

A Malta da Rua dos Plátanos

A “malta” são as crianças sem infância de uma época quase esquecida, decorrida entre o final da década de 40 e o 25 de Abril. Crianças, depois adolescentes e adultos, que do nada fizeram tudo, lutando e construindo o seu próprio futuro. Pode encomendar na FNAC, ao balcão, ou através do serviço online.

A Malta da Rua dos Plátanos

A noite que durou até ao 25 de Abril de 1974 tem estórias de vida muito diferentes de hoje. As épocas marcam as pessoas e as pessoas marcam as épocas em que viveram. Estórias de vida desse tempo que durou cerca de 50 anos estão espalhadas por muitos livros. Uma dessas estórias é o enredo de um romance intitulado “A Malta da Rua dos Plátanos“, editado pela Book Cover, do Porto.

Eis aqui uma síntese de apresentação:

A Malta da Rua dos Plátanos é o primeiro romance de António Garcia Barreto, publicado na sua primeira versão, em 1981, e traduzido para russo em 1983, numa edição de cem mil exemplares. A história desenrola-se na Rua dos Plátanos, em torno de um grupo de crianças, filhos da classe operária, que divide os seus dias em brincadeiras e aspirações a um futuro melhor. A “malta” são as crianças sem infância de uma época quase esquecida, decorrida entre o final da década de 40 e o 25 de Abril. Crianças, depois adolescentes e adultos, que do nada fizeram tudo, lutando e construindo o seu próprio futuro. Que das privações erigiram pensamentos e da repressão elevaram sonhos e esperança. Um romance assente na singela beleza de uma amizade de jogos de peão, abrigados pelos plátanos de uma rua que é o retrato social de uma sociedade e de um país de outros tempos, que, não esqueçamos, ajudaram a edificar o presente.

É Perigoso…

A estória de um homem que foi à procura do seu passado e ficou sem futuro.

Quando Osvaldo Ventura abandonou o seu país, aos dezanove anos, nunca supôs que, quarenta anos depois, o seu passado o chamasse de volta para lhe revelar que a vida verdadeira não foi só a que viveu, mas a que deixou para trás na vila de onde era natural.

Já à venda em formato de papel ou. ebook. Astrolábio Edições

Exercícios de prosa

Tinha quinze anos quando Guida entrou na minha cama sem pedir licença. Estava a ler, tarefa feliz de todas as noites e não esperava novidades na minha vida. Guida atirou o robe para os pés da cama, sorriu-me e já entre lençóis disse-me que um homem não precisava de roupa quando tinha uma mulher na sua cama. Sem intervenção da minha parte, despiu-me o pijama enquanto o livro caía no chão. Tens frio, perguntou. Não respondi. O frio transformara-se rapidamente em calor. Fiquei tenso. A única vez que tinha estado com uma mulher fora em imaginação enquanto me masturbava na casa de banho. O curioso é que mal conhecia a minha prima Guida. Ela teria dezoito anos. Éramos da mesma altura, mas não tínhamos o mesmo descaramento. Está frio, repetiu ela, enquanto o seu braço se movia e a sua mão direita entrava em terrenos proibidos, ali na confluência das minhas coxas, local da sexualíssima trindade. Enquanto desafiava a minha timidez perguntou-me se já tinha estado com uma mulher. Não respondi. 

Onde é que andam as palavras que não as encontro?