Autoridades nacionais

O primeiro-ministro confirmou que vai propor uma autoridade nacional contra a violência no desporto.

Mais uma autoridade nacional. Já havia poucas. Mais lugares para os boys. É para isto que servem os políticos numa república que abana por todo o lado, mas gosta de dar uma ideia de país evoluído. Mexer no aparelho judiciário, no qual se arrastam os processos de corrupção até ao seu arquivamento ou ao trânsito em julgado tardio, isso é para se fazer devagarinho, para não agitar as águas. Sempre grandes aparatos policiais quando há câmeras de televisão por perto. Mas depois o balão esvazia e tudo entra no ramerame. Espero também que o senhor primeiro-ministro crie uma autoridade nacional para fiscalizar as grandes empresas estruturais do nosso país, que vão paulatinamente passando para as mãos dos chineses. E outra autoridade nacional para fiscalizar aquilo que Bruxelas obriga e não interessa a um país que devia ser soberano nas suas decisões. Mas isso já é pedir muito. Já é ser ingénuo. Países soberanos só os EUA, a Rússia e a China. Detêm o poder económico e o poder das armas e ainda o estendem aos pobrezinhos instalados em zonas geográficas interessantes para a salvaguarda desses interesses soberanos.

Pobre povo, nação valente.

Festival da cançoneta e da treta

Oh, pá, Israel, a Netta do Toy, (ou o Toy da Netta?) oh, pá, o lobby LGBT, oh, pá, que beleza, oh, pá, que merdeza de Festival.

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Israel e a Austrália ficam no espaço da Eurovisão? Alguém anda a modificar o globo terrestre, como se fosse um puzzle com as peças trocadas. Bom, a gente percebe, o mundo é pequeno e, no fundo, é tudo uma questão de trocos, de circulação de moeda, de funcionamento de lobbies. Mas o Festival correu bem do ponto de vista de organização. Nisso somos bons. Mas não fazemos lobby. É pena.