Covid-19 e estupidez

Barrada a entrada de portugueses em dez países europeus, porque o índice de infectados pelo Covid-19 está acima de 20-25/100.000 habitantes. O governo assobia para o lado e diz que vai responder a esses países. Acho bem. Mas não seria melhor atentar nesses grupos que se juntam para festanças de onde depois saem infectados, de empresas que têm pessoal a trabalhar sem as condições de segurança (a televisão tem passado essas situações), da malta da construção civil que trabalha lado a lado sem usarem máscara (aqui à minha frente há um prédio com trabalhadores nessas condições e conheço outros), de abrirem as portas aos negócios cedo demais, de receberem a Web Summit, a Champions? Ontem morreu um médico com Covid-19, após quarenta e tal dias nos cuidados intensivos, médico de 68 anos e sem doenças. Começámos bem, mas estamos a ir mal, com mais casos de infectados, porque começam a desaparecer as campanhas de cuidados a ter face à pandemia e porque há pessoas suficientemente estúpidas que se estão borrifando para eles próprios e para os outros. Quem controla estas situações?

Talibãs

Afinal, há mais talibãs do que eu pensava. Estão espalhados pelo mundo e não são originários do Afeganistão. Vestem fato e gravata e aproveitam os ventos atuais vindos da extrema-direita do mundo, na sua cruzada para instalar o caos. Hitler deve estar a bater palmas na sepultura.
A culpa é dos políticos talhados à medida do politicamente correto, cuja única ideia é permanecer no poder a qualquer preço sem fazer ondas.

Os pirilampos ou vaga-lumes

pirilampoSegundo se pode ler numa publicação do Greensavers, os pirilampos estão em riscos de desaparecer.  São vários os motivos que a tal podem levar, não estando nenhum deles relacionados com a nossa EDP, a maior fornecedora de energia em Portugal 🙂 . As razões para a sua provável extinção têm a ver com o seu habitat, dado serem muito sensíveis à poluição luminosa e a mudanças de temperatura e de vegetação. Os pesticidas, claro, e a ocupação humana em locais que dantes lhes eram naturais, também contribuem para esse futuro ingrato para esta espécie de insectos.
Lembro-me, em criança, do fascínio que estes insectos exerciam sobre mim e os meus companheiros de brincadeira. A beleza do que é natural vai-se perdendo. Os mais jovens que vivem nas cidades perderam, ou nem chegam a conhecer, essa realidade dos campos e da vida próxima da natureza, o que é lamentável. Tal como aquela história da criança cuja única galinha que vira na sua vida era a dos pacotes de caldos de galinha de uma companhia alemã de alimentos.

Primavera

Primeiro dia de Primavera. Está a cair uma chuva primaveril. O céu está cinzento. O Tejo embrulhou-se num lençol de nevoeiro. Ouve-se o ronco dos grandes barcos a pedir passagem. As ninfas devem estar comodamente sentadas à lareira. As ruas estão desertas. O Parque está fechado. Os cães decidiram aproveitar a chuva para diluírem a urina e não queimarem tanto a relva. Os operários abandonaram os prédios por acabar. Só mesmo os melros e os pombos não desistem de se alimentarem no asfalto das ruas e nos ajardinados. É primavera. Que alegria.

Democracia não é bandalheira

Os médicos são alvo de agressões nos hospitais; os professores e os auxiliares nas escolas. Isto é o Texas dos fora-da-lei? Não há nenhuma autoridade capaz de pôr cobro a isto? E os ministérios respectivos, o que dizem sobre o assunto? E o que fazem? E o senhor primeiro-ministro o que tem a dizer? E os senhores deputados? Há mais vida para além do OE. Ou será que estamos na mão de minorias intocáveis que vivem à sombra do politicamente correto? Não quero pensar que ande tudo em roda livre. Democracia não é bandalheira.