A obra literária

“Uma obra literária também desperta expectativas que precisa de satisfazer, caso contrário deixará de ser lida. As mais profundas ansiedades da literatura são literárias e, na minha perspectiva, elas definem o literário ao mesmo tempo que se tornam tudo excepto idênticas a ele. Um poema, um romance ou uma peça adquirem todas as desordens da humanidade, inclusive o medo da mortalidade, o qual se transmuda, na arte literária, na demanda de ser canónico, de ingressar na memória comum ou societal.”

Harold Bloom in “O Cânone Ocidental”, tradução de Manuel Frias Martins, Círculo de Leitores, Lisboa, (jan) 2013

Acrobatas

Chegava o verão e com ele várias troupes de acrobatas afoitavam-se à Rua dos Plátanos para mostrarem o seu espetáculo ao ar livre. Não era preciso tenda, apenas uma manta no chão a servir de palco e mais alguns objetos. Esses pequenos grupos de artistas eram uma família onde cada elemento desempenhava papéis diversificados. Com uma ou outra variedade de grupo para grupo, apresentavam, todavia, expressões semelhantes da mesma arte, num misto de maravilha e de miséria, oferecendo o seu trabalho com singeleza e graça.

António Garcia Barreto, “A Malta da Rua dos Plátanos”, 2.ª edição, revista, Book Cover Editora, Porto, 2019

Citando Bukowski

Bukowski

Foi uma alegria! As palavras não eram monótonas,  eram coisas que podiam fazer sua mente zumbir. Se você as ler e se deixar envolver pela sua magia, poderá viver sem dor, com esperança, não importa o que tenha acontecido com você.

Charles Bukowski in  “Ham on Rye”