AS VARIAÇÕES DE HONG SANG-SOO

Para ver na Cinemateca

Quando Hong Sang-soo (nascido em Seul em 1960) estreou a sua primeira obra em 1996, “O DIA EM QUE UM PORCO CAIU AO POÇO”, que os espectadores da Coreia do Sul começaram por estranhar e a Europa não tardou a descobrir com gosto a partir dos festivais de cinema, iniciou uma obra com impacto internacional que conta com 23 longas-metragens a esta data (uma por ano, mas não a essa cadência) e cujo conjunto constitui um muito singular trabalho do cinema contemporâneo. Esta retrospetiva integral no formato longo revisita-a, numa opção cronológica apenas rompida pelo filme de abertura, “CONTO DE CINEMA”, a sexta longa-metragem que, em 2005, coincidiu com o início do seu caminho na produção própria, assenta numa história de cinema de ecos pessoais de dois filmes em um, e em que experimenta pela primeira vez o zoom da forma peculiar que desde aí tem a sua assinatura. Nas…

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A burocracia mata

Depois de assistir a este filme é fácil constatar que a burocracia mata. Ela está aí à nossa espera todos os dias, ao lado do desprezo pelos mais necessitados, os mais velhos, os pobres, os enjeitados pelas forças do BEM: o Estado, Igrejas, políticos, papagaios das normas e da burocracia.

O filme passou dias atrás na RTP2.

“O Doente Inglês”, de Michael Ondaatje, melhor prémio Man Booker de sempre 

O livro “O Doente Inglês” (1992), de Michael Ondaatje, foi hoje anunciado como o melhor prémio Man Booker dos últimos 50 anos, numa altura em que aquele galardão literário se encontra a celebrar as suas cinco décadas.

O livro foi editado pela primeira vez em Portugal pela Dom Quixote em 1996, coincidindo com o ano de lançamento do filme com o título “O paciente inglês”.

O filme, realizado por Anthony Minghella a partir da obra de Ondaatje, venceu nove de 12 Óscares para os quais esteve nomeado.

Fonte: Livro “O Doente Inglês”, de Michael Ondaatje, escolhido como o melhor prémio Man Booker de sempre – Atualidade – SAPO 24

Raul Brandão

RAUL BRANDÃO ERA UM GRANDE ESCRITOR…, documentário de João Canijo produzido por ocasião de Guimarães 2012: Capital Europeia da Cultura, propõe-se regressar a Nespereira, a terra que o escritor adotou como sua, para encontrar rastos da sua vida. A última longa-metragem de Manoel de Oliveira, realizada a partir de uma peça de Raul Brandão, conta a história de Gebo, um contabilista, que vive com a mulher e a nora, inquieto pela ausência do filho, João que, quando reaparece, altera o estado das coisas, ou o das expectativas. A pobreza está no centro de O GEBO E A SOMBRA, “o dinheiro nunca se perdoa”. Um filme terrível e austero, em que se “sorri bastante (…) pela delicadeza e graça com que Oliveira condimenta a austeridade da sua mise-en-scène, e pela delicadeza, em estado de graça, do seu sexteto de atores” (Luís Miguel Oliveira, Ípsilon).

Fonte: 6 excelentes motivos para vir até cá…2 a 7 de julho ‹ Para ver na Cinemateca ‹ Reader — WordPress.com