Jorge Luís Borges inédito

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Um livro inédito de Jorge Luis Borges chega hoje às livrarias portuguesas, com o título “O Tango” e quatro conferências que o escritor argentino deu em 1965, recuperadas quase 50 anos depois, porque alguém na assistência as gravou”

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O governo sombra de Rui Rio

O anunciado “governo sombra” de Rui Rio quer fazer sombra sobre os ministros de Passos Coelho com a chamada à primeira fila da brigada do reumático laranja. Não há muita gente jovem que se interessa pela política, porque os exemplos que por aí tem passado não são de elogiar. A política tem, porém, a figura dos herdeiros, como nas empresas, pelo que é natural que um pai, ou mãe, que teve protagonismo político, tente abrir portas para os filhos num mundo cheio de surpresas, muitas vezes boas surpresas, com mordomias e sem grande esforço. Só isso justifica que ainda existam jovens que enveredem pela carreira política. Quanto ao anunciado “governo sombra” de Rui Rio mostra bem que as novidades são velhas. Mas uma coisa é certa: promete menos meninos a dizer asneiras nas bancadas da Assembleia.

Páscoa

Sexta-feira de Paixão, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa. Três dias que não me dizem absolutamente nada. Nem gosto de amêndoas. De coelho de chocolate também não. Gosto de chocolate, mas o coelho lembra-se sempre o Pedro Passos Coelho, esse político que calcou um país a pés juntos e deu cabo de um partido do centro-direita. A maioria das pessoas aproveita estes dias para estar com a família e saborear aquelas comidas pesadas tão ao nosso gosto. Ou para viajar. Apesar do que disse atrás, desejo-vos uma Boa Páscoa. Sejam felizes e deixem os outros sê-lo também.

As manas perliquitetes

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(Fotografia de Joshua Benoliel, junto ao Mosteiro dos Jerónimos)

Oriundas de uma família da alta burguesia de comerciantes, e de avós italianos, com fortuna feita no comércio, Carolina Amália e Josefina Adelaide (Brandi Guido), viveram em Lisboa no dobrar do século XIX para o XX. Eram filhas de um militar, que possuía fortuna. Após a morte do pai, um irmão delapidou essa fortuna, deixando-as mal de finanças. Tiveram de mudar de residência, da Rua de S. Bento para a Rua Escola Politécnica, e a partir daí começou a sua via descendente para a miséria. A alcunha Manas Periquitetes foi-lhes dada por um vizinho da Politécnica, de apelido Mello e Castro, indivíduo boémio, fadista e ligado aos touros. Quando ainda tinham dinheiro iam todos os anos para as termas de Vidago, seguindo a alta burguesia e alguma aristocracia, gente que ia “fazer as águas”, mostrar-se à sociedade e coscuvilhar. Passeavam muito pelo Chiado e por aí começou a ser notada a sua roupa fora de moda, transformando-se, aos poucos, em figuras típicas de Lisboa com o nome com que foram baptizadas por Mello e Castro. Morreram na miséria. A RTP passou uma série, quase toda filmada em “Vidago”, em que entravam as manas Perliquitetes interpretadas por Custódia Galego e Maria Henrique. (A estória das Manas Perliquitetes vem contada num dos álbuns “Lisboa Desaparecida”, de escritora, editora e olissipógrafa Marina Tavares Dias)