Leitura de um poema de “O Cio das Manhãs”

Eventuais interessados no meu livro de poemas “O Cio das Manhãs”, autografado e com portes grátis, podem contactar-me através do email agbmail(at)sapo.pt. Envio via CTT para Portugal. Preço de autor 8,00€. (Preço de capa 12,00€).

O livro também está à venda online, em edição em papel ou em ebook (Preço 12,00€ e 5,00€), respetivamente. Encontra-se (ou virá a estar) à venda no Brasil, edição em papel. (Preço R$32).

O Cio das Manhãs

A fava ou o brinde?

Ainda não sabemos se no bolo-rei americano sai a fava ou o brinde. De algum modo, todos nós, ocidentais, queiramos ou não, seremos influenciados por aquele resultado. Para a fava já não tenho dentes, embora os meus dentes sejam saudáveis. Prefiro o brinde, claro. Mas o brinde não me parece muito consistente. É muito capaz de desempacotar num futuro próximo. Valha-nos a dama de companhia, forte apoio, socialista, ao que dizem os comentadores residentes. Entra o brinde, sai a fava? Acredito que sim. Sou um homem de fé e de milagres.

A Malta da Rua dos Plátanos

Eventuais interessados neste romance podem adquiri-lo na Wook, livraria online.
A “malta” são as crianças sem infância de uma época quase esquecida, decorrida entre o final da década de 40 e o 25 de Abril. Crianças, depois adolescentes e adultos, que do nada fizeram tudo, lutando e construindo o seu próprio futuro.

Essa coisa estranha da responsabilidade individual

A ideia de que existe uma coisa chamada “responsabilidade individual” não é muito popular. Por muitas razões, educação, formas actuais de sociabilidade, atrasos económicos e sociais, culturas de desresponsabilização, paternalismo estatal, falhanço familiar, desagregação dos saberes e das profissões, pobreza, crise das mediações, o empobrecimento do discurso público e das narrativas cívicas e políticas, a ignorância agressiva das redes sociais, o ascenso de egoísmo gerado pelas ideias de “sucesso”, protagonismo, e pelo “yuppismo”, tudo leva a que a ideia de responsabilidade esteja em recuo. Não é a única a recuar, vai a par com a crise do valor da privacidade, com uma simples noção de honestidade, com aquilo a que se costumava chamar “princípios”.

(…)

Pacheco Pereira (https://estatuadesal.com/2020/11/01/essa-coisa-estranha-da-responsabilidade-individual/)

Viajar

As viagens libertam-nos da opressão do quotidiano vivido no mesmo lugar. Também se pode viajar à volta do umbigo, sem sair do mesmo sítio, sonhando realidades irreais. Mas não é a mesma coisa. São viagens sem cheiro, sem a cor adequada, sem formato, sem adrenalina, sem a surpresa da aventura. De qualquer forma, mais vale viajar pelo sonho do que estacionar a vida num ancoradouro sem água. Aí morrem os barcos que o mar destruiu e esqueceu.