Na praia de Chesil

Na Praia de ChesilUma história de amor, quase sempre intensa, mas a que estava vedado, no final, o relacionamento sexual pela frigidez da mulher, que só o revelou na noite de casamento, como se guardasse um segredo. O desencontro de duas pessoas que diziam amar-se, mas apenas de uma forma mais ou menos platónica, de uma das partes, e que não foram capazes de tentar uma mudança no relacionamento. Nada de extraordinário, afinal, no mundo em que vivemos. Apesar da quase banalidade do tema, nos dias de hoje, uma novela bem escrita. ***

Ian McEwan, “Na praia de Chesil”, 5.ª ed., Gradiva, 2019

O vendedor de felicidade

DD11CFA0-A98F-4FA1-8583-6BE847A1F276Desde criança, Tito Borges imagina como teria sido a vida do seu avô materno. Na casa de família onde cresceu, o nome do patriarca da família não era pronunciado, como se de uma maldição se tratasse.

Quando atinge a idade adulta, decide investigar quem foi aquele homem, do qual só sabe ter um sorriso encantador, a que se não consegue resistir. Nesta reconstrução do passado, descobre que o avô fora um mestre na arte de burlar os outros, apresentando-se como vendedor de felicidade.

Tito Borges entra então, sem se dar conta, num jogo envolvendo perseguições perigosas, revelações inesperadas e um busto misterioso. E as coisas tornam-se mais complexas quando se reconcilia com uma antiga namorada, Rute, que o havia trocado por um dos seus amigos de infância.

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EXCERTO: «Quando entrei para a faculdade, passei a viver sozinho, em Coimbra, e depois em Lisboa. Olhava para trás e dava conta da existência de demasiados mortos na família, em pouco tempo. Uma espécie de infelicidade pairava sobre a minha vida, mas não quero dramatizar. Aos poucos, fui definindo objetivos. Terminar o curso e arranjar emprego, constituir família, tentar esclarecer o passado do meu avô, renovar a quinta de Casal de Ventos, de que era agora o único herdeiro. (…) Ainda não disse, mas vou dizer, o meu nome é Tito Borges.»