Mais pobres

Os melhores de todos nós, de toda uma geração, estão a deixar-nos. Todos os dias desaparece um. Sinto que não deixam continuadores do seu humanismo, da sua vontade de lutar, da sua inteligência, do seu saber. Não deixam continuadores porque entre o passado, ainda recente, e o agora, houve uma revolução. Revolução que, para o bem e para o mal, de algum modo alterou as mentalidades, criou outras realidades e modos de estar. Somos agora mais filhos da virtualidade, menos adeptos do companheirismo, da vizinhança, da amizade peito a peito. Não me interpretem mal. Mas estamos desconsoladamente mais pobres.