A Malta da Rua dos Plátanos

A noite que durou até ao 25 de Abril de 1974 tem estórias de vida muito diferentes de hoje. As épocas marcam as pessoas e as pessoas marcam as épocas em que viveram. Estórias de vida desse tempo que durou cerca de 50 anos estão espalhadas por muitos livros. Uma dessas estórias é o enredo de um romance intitulado “A Malta da Rua dos Plátanos“, editado pela Book Cover, do Porto.

Eis aqui uma síntese de apresentação:

A Malta da Rua dos Plátanos é o primeiro romance de António Garcia Barreto, publicado na sua primeira versão, em 1981, e traduzido para russo em 1983, numa edição de cem mil exemplares. A história desenrola-se na Rua dos Plátanos, em torno de um grupo de crianças, filhos da classe operária, que divide os seus dias em brincadeiras e aspirações a um futuro melhor. A “malta” são as crianças sem infância de uma época quase esquecida, decorrida entre o final da década de 40 e o 25 de Abril. Crianças, depois adolescentes e adultos, que do nada fizeram tudo, lutando e construindo o seu próprio futuro. Que das privações erigiram pensamentos e da repressão elevaram sonhos e esperança. Um romance assente na singela beleza de uma amizade de jogos de peão, abrigados pelos plátanos de uma rua que é o retrato social de uma sociedade e de um país de outros tempos, que, não esqueçamos, ajudaram a edificar o presente.