Amadora

Nasci na Amadora, mas nunca soube ao certo como surgiu este topónimo. Sei que aquelas terras pertenceram a um fidalgo de nome Vasco Porcalho, que viveu no século XIV, tendo fugido para Espanha após a batalha de Aljubarrota, por ser partidário de Castela. Deixou por cá a mulher e a filha. A zona onde ficavam as suas terras (na bifurcação das estradas reais vindas de Lisboa, que levavam a Sintra, por uma via, e a Mafra por outra) começou a ser conhecida por Porcalhota. Há quem diga que o nome vem da filha de Vasco Porcalho, a quem o povo chamava Porcalhota. Assim ficou batizada a povoação.

No início do século XX, em resultado do desenvolvimento da terra, que já possuía linha férrea de Lisboa a Sintra e a outros benefícios, e porque o topónimo Porcalhota não era do agrado das pessoas, sobretudo de uma empreendedora Comissão de Melhoramentos, foi decidido alterar o nome da povoação para Amadora, obtido através de um decreto-lei de 1907.

Porquê Amadora?

Segundo a sabedoria popular, de que foi porta-voz um velho residente na Porcalhota, o nome Amadora resulta de um mau desfecho de amores contrariados. Diz-se que um conceituado filho da terra, chamado Pedro Amoedo Ataíde, se enamorou de sua prima Dora de Ataíde, amor correspondido, mas não aceite pelas famílias. Pedro Ataíde acabou com a vida enforcando-se numa macieira, tendo sido encontrado num dos seus bolsos um papel com as seguintes palavras: “O que os homens não querem, a morte aceita. AMO A DORA!” Daí surgiu o nome AMADORA.