Acrobatas

Chegava o verão e com ele várias troupes de acrobatas afoitavam-se à Rua dos Plátanos para mostrarem o seu espetáculo ao ar livre. Não era preciso tenda, apenas uma manta no chão a servir de palco e mais alguns objetos. Esses pequenos grupos de artistas eram uma família onde cada elemento desempenhava papéis diversificados. Com uma ou outra variedade de grupo para grupo, apresentavam, todavia, expressões semelhantes da mesma arte, num misto de maravilha e de miséria, oferecendo o seu trabalho com singeleza e graça.

António Garcia Barreto, “A Malta da Rua dos Plátanos”, 2.ª edição, revista, Book Cover Editora, Porto, 2019