O rio afluente

Era uma vez um rio
cansado de correr para a foz
A certa altura deu meia volta e
regressou à nascente
Enganou-se no percurso
mudaram-lhe o curso
E logo mais à frente
sem deixar de ser rio
passou a ser afluente

© António Garcia Barreto in «Escrever na Água, Desenhar no Céu»