Reflexão ao pequeno-almoço

Há dias em que leio muito, sobretudo romance e poesia, e outros em que espreguiço as leituras. Aquilo que se escreve hoje em dia já pouco me interessa. Há muita gente a escrever e a publicar, e outra tanta a desejar fazê-lo, mas a verdade é que os temas abordados são tão superficiais e descartáveis que raro merecem mais que um olhar cansado. O que acontece com a literatura sucede um pouco com a arte em geral, em que não se ultrapassa uma certa mediania criativa. Há exceções, claro. Mas à medida que há mais informação e instrução escolar não parece corresponder uma maior qualidade, o aparecimento de grandes autores capazes de nos agarrar. Daí que, aos poucos, me vou voltando para a leitura e releitura de escritores que o mundo parece ter esquecido. E o mesmo se passa em relação à música, pintura, jornalismo, cinema e teatro. A bitola está cada vez mais baixa em termos de exigência. Desiludido? Não. É uma fase. Outras virão, de melhor cepa.