Erros seus, má fortuna

Quando completei o ensino primário – tempo de ir em fila indiana para o refeitório e brincar ordeiramente no recreio (mas também de cópias, ditados e cantar a tabuada) -, os alunos não davam tantos erros de ortografia como agora; e, se algum tinha mais de três numa daquelas redacções escritas em papel almaço e ilustradas com lápis de cor, isso era sentido quase sempre como uma humilhação. De tal modo me incutiram desde cedo a importância de entregar um texto sem mácula que, quando o meu primeiro namorado me mandou de umas férias em Vidago um postal que dizia “Chegá-mos bem” e mais duas calinadas imperdoáveis, achei melhor rifá-lo – e, para que percebesse porquê, devolvi-lhe o postal para as termas com os erros sublinhados a vermelho.

Maria do Rosário Pedreira

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