Brexit: a dor de cabeça

O Reino Unido anda a jogar ping-pong com a União Europeia. Esteve sempre com um pé dentro e um pé fora da Europa, talvez por ser uma ilha. As ilhas gostam do seu isolamento, ao mesmo tempo que se queixam dele. Os Britânicos estão agora a tentar resolver o problema a pés juntos. Ou seja, cada vez da pior forma, sem chegarem a um consenso. (É a política, estúpido!) Enfraquecem a União Europeia com a sua saída, sem ganharem nada em troca a não ser voltarem ao seu isolamento. Ainda não compreenderam que o Reino Unido já não é assim tão unido (se pensarmos por exemplo nos interesses autonomistas da Escócia), e deixou de ser uma potência mundial. Esse papel é agora representado pelos EUA, China, Rússia, et malgré tout, a União Europeia. Ninguém sabe o que vai sair daquelas cabeças, depois da UE ter mantido uma serenidade e um comportamento exemplar perante o problema que o Brexit colocou na União.

Penso que a História vai recordar a palavra Brexit como o nome de um medicamento para combater as dores de cabeça, retirado do mercado por efeitos secundários imprevisíveis.

God Save the Queen.