A Europa de amarelo

Todos estes movimentos sociais sem direcção nem programa, que se manifestam nas ruas da Europa, e de um momento para o outro desaparecem, são rebuçados para a extrema-direita que neles se infiltra e baralha, prevendo lucros futuros. A culpa não é das pessoas insatisfeitas que vêm para a rua manifestar o seu repúdio por políticas concertadas na UE e lideradas pela Alemanha, que uma classe de burocratas bem pagos, em Bruxelas e Estrasburgo, aplicam com o sorriso de quem está bem na vida e os outros que se lixem. A culpa é dessa classe de burocratas que tudo fazem para manter o seu status quo; e de governos de partidos tradicionais sem ideias novas nem soluções para o futuro. Na sombra (e às claras) espreitam os novos fascismos. E PARA ESTES O FUTURO É SEMPRE IGUAL AO PASSADO.