O futuro não é hoje

Estamos a apostar no futuro baseado no aumento do consumo interno actual e no turismo. É um erro. O consumo interno não conquista nenhum futuro, mas sim as exportações, a diminuição da dívida pública, e as obras estruturais. O Aeroporto da Portela está a rebentar pelas costuras e ainda não se tomou nenhuma decisão quanto a esse futuro. Os comboios e, em geral, os transportes públicos, pedem medidas urgentes. Trabalhamos apenas para o imediato. Fazemos selfies políticas agitados e a sorrir porque o vento vai de feição. O pior será quando vier a tempestade. Enfrentamo-la com quê? O futuro não é hoje. Os políticos andam felizes navegando no curto prazo. Deixar uma boa imagem enquanto estão no poder, mas desacautelando o futuro. Quem vier depois que se amanhe. Já conhecemos essa história.