Nós, os felizes infelizes

Não há banca portuguesa, acabou”, diz o CEO da Jerónimo Martins. Não há banca nem há grandes empresas portuguesas. Tudo foi vendido para pagar a miséria de um país liderado por geringonças, políticos corruptos e incapazes de todas as cores e feitios. A seguir vai a EDP. E daqui a uns tempos vamos ajoelhar-nos perante os suseranos chineses e franceses, o FMI e os mercados, essa entidade abstracta que nos traz suspensos de pinças. De novo, como alguém com responsabilidades já profetizou. A dívida pública é cada vez maior e a estratégia nacional é um erro desenhado sobre constantes erros. Estamos a pagar a dívida com o dinheiro do turismo, mas continuando a viver acima das nossas possibilidades. É só andar nas estradas portuguesas e olhar o nível dos automóveis que nelas circulam. Nem na Suíça. Um povo cagão, sem um tostão. Um país infeliz aos pulos nos concertos de verão a fingir que a vida é aquilo. E assim lá vamos cantando e rindo.