Exercício de prosa

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Num dia em que as cotovias cantavam no restolho das searas e as perdizes voavam baixo sob um céu de lume, sentei-me à sombra de um castanheiro deixando-me levar por sonhos de procurar mundo nas partes em que outros já tinham andado com bom proveito e muita temeridade. Eram tantas as coisas que se falavam da terra dos azenegues, dos reinos da Guiné e da Índia, dos segredos do mar oceano e também dos seus ocultos perigos, que sentia crescer em mim uma enorme curiosidade pelo mundo desconhecido.

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António Garcia Barreto

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