Panteão Nacional

De vez em quando leem-se umas notícias de carácter político e não se acredita. Ainda há pouco se ouvia falar de deputados que se achavam no direito de receber subsídio de alojamento embora não estivessem deslocados. Verdade, mentira? Coisas bizarras da política de um Estado e dos seus representantes que têm a sublime inclinação para se ocupar de coisas menores. Adiante. Agora é peregrina ideia dos representantes do PS e do PSD determinarem que todos os Presidentes da República falecidos vão para o Panteão Nacional. A que propósito? Dizem as más línguas que a ideia é feita à medida do Dr. Mário Soares, único Presidente do tempo democrático já falecido. Não sei. Não li a notícia com fita métrica. O que sei é que por este andar qualquer dia o Panteão será um saco roto onde cairá todo aquele que o momento político entenda merecedor de se juntar aos grandes da Pátria. Não vejo que o cargo de Presidente da República seja, por si só, merecedor da alta distinção de figurar entre aqueles que se destacaram como portugueses, de uma forma superlativa. Mais ainda, dar lugar, à priori, no Panteão Nacional a alguém que ainda não prestou provas do seu desempenho na mais alta magistratura da nação.

Eu, se tivesse de escolher entre um Presidente da República conhecido pelo seu amor ao bolo-rei e um futebolista que levou o nome de Portugal, com honra e glória, aos cinco continentes, escolheria sem hesitar o futebolista.