Autoridades nacionais

O primeiro-ministro confirmou que vai propor uma autoridade nacional contra a violência no desporto.

Mais uma autoridade nacional. Já havia poucas. Mais lugares para os boys. É para isto que servem os políticos numa república que abana por todo o lado, mas gosta de dar uma ideia de país evoluído. Mexer no aparelho judiciário, no qual se arrastam os processos de corrupção até ao seu arquivamento ou ao trânsito em julgado tardio, isso é para se fazer devagarinho, para não agitar as águas. Sempre grandes aparatos policiais quando há câmeras de televisão por perto. Mas depois o balão esvazia e tudo entra no ramerame. Espero também que o senhor primeiro-ministro crie uma autoridade nacional para fiscalizar as grandes empresas estruturais do nosso país, que vão paulatinamente passando para as mãos dos chineses. E outra autoridade nacional para fiscalizar aquilo que Bruxelas obriga e não interessa a um país que devia ser soberano nas suas decisões. Mas isso já é pedir muito. Já é ser ingénuo. Países soberanos só os EUA, a Rússia e a China. Detêm o poder económico e o poder das armas e ainda o estendem aos pobrezinhos instalados em zonas geográficas interessantes para a salvaguarda desses interesses soberanos.

Pobre povo, nação valente.

Autor: António Garcia Barreto

Um tipo à procura de palavras para escrever frases que falem de coisas inúteis.