Jornais infanto-juvenis

 IMG_8230.jpgO jornalismo infantil apareceu no terceiro quartel do século XIX, com fases mais ou menos dinâmicas, sobretudo na época (anos 40-60) em que Adolfo Simões Müller criou e dirigiu vários jornais infantis (e. g. o Diabrete e o Cavaleiro Andante) e, mais tarde, quando Mário Castrim dirigiu o Juvenil do Diário de Lisboa, a partir de Maio de 1957. O Juvenil passou por uma fase mais dedicada ao leitor infantil, até 1963, continuando até 1973, agora dirigido a um leitor juvenil, com colaborações desses leitores. A partir daí, o jornalismo infanto-juvenil decaíu até acabar por desaparecer em meados dos anos 1980, com várias tentativas de o manter (caso de O Pimpão, suplemento do jornal O Diário; e do Pontinho, página do efémero jornal O Ponto (1981) dirigido pelo jornalista Baptista-Bastos).

A imagem ao lado refere-se a um suplemento do jornal regional Notícias da Amadora, intitulado A Oficina do Tio Lunetas, que se publicou nos anos 1981-82, coordenado por Garcia Barreto.

***

“Para um conhecimento aprofundado do caminho percorrido pelo jornalismo infantil português, no período compreendido entre 1874-1975, recomenda-se a leitura da obra “O Jornal Infantil Português Ilustrado” (policopiado), da autoria de A. J. Ferreira, 2.ª edição em 1990, em depósito na Biblioteca Nacional. Para a área da banda desenhada infantil, é de ter em conta a obra de João Pedro Ferro “História da Banda Desenhada Infantil Portuguesa: das Origens ao ABCzinho”, Editorial Presença, Lisboa, 1987″ (in “Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa”, de António Garcia Barreto, Campo das Letras, Porto, 2002)