As manas perliquitetes

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(Fotografia de Joshua Benoliel, junto ao Mosteiro dos Jerónimos)

Oriundas de uma família da alta burguesia de comerciantes, e de avós italianos, com fortuna feita no comércio, Carolina Amália e Josefina Adelaide (Brandi Guido), viveram em Lisboa no dobrar do século XIX para o XX. Eram filhas de um militar, que possuía fortuna. Após a morte do pai, um irmão delapidou essa fortuna, deixando-as mal de finanças. Tiveram de mudar de residência, da Rua de S. Bento para a Rua Escola Politécnica, e a partir daí começou a sua via descendente para a miséria. A alcunha Manas Periquitetes foi-lhes dada por um vizinho da Politécnica, de apelido Mello e Castro, indivíduo boémio, fadista e ligado aos touros. Quando ainda tinham dinheiro iam todos os anos para as termas de Vidago, seguindo a alta burguesia e alguma aristocracia, gente que ia “fazer as águas”, mostrar-se à sociedade e coscuvilhar. Passeavam muito pelo Chiado e por aí começou a ser notada a sua roupa fora de moda, transformando-se, aos poucos, em figuras típicas de Lisboa com o nome com que foram baptizadas por Mello e Castro. Morreram na miséria. A RTP passou uma série, quase toda filmada em “Vidago”, em que entravam as manas Perliquitetes interpretadas por Custódia Galego e Maria Henrique. (A estória das Manas Perliquitetes vem contada num dos álbuns “Lisboa Desaparecida”, de escritora, editora e olissipógrafa Marina Tavares Dias)