No dia em que prenderam Puidgemont

A Catalunha é ingovernável. Durante séculos funcionámos como nos apeteceu, sem corpo político, e não estamos preparados para participsar numa estrutura de poder. Estamos habituados a viver na periferia de um Estado incompetente e a sobreviver à base de pactos secretos, acordos tácitos e de tramóias dissimuladas, sob o véu de um nacionalismo sentimental, autocompassivo e autocomplacente. Na Catalunha a política é um circo de pulgas para um público embrutecido pelo futebol e pelo virolai (hino dedicado a Nossa Senhora de Montserrat, padroeira da Catalunha).

 

Eduardo Mendoza, escritor catalão, in “Maurício ou as Eleições Sentimentais”, ASA, 2008