Ser professor, hoje

Não apareceram, até agora, alunos. Na sala ao lado uma colega grita “acabou! acabou!” e bate com algo na mesa. Suspeito que seja o livro-de-ponto. Os alunos, esses, continuam numa algazarra enorme, indiferentes aos gritos e ao bater. Tudo isto é demasiado. Aqui não somos professores. Aqui somos algo de intermédio entre nada e coisa nenhuma.

 

manuel a. domingos no seu blog meia-noite todo o dia