Crónica dos dias

Hoje o dia está pardacento, como nos últimos tempos. Chove e não chove. Mas o Tejo deixa-se ver, embora sem o brilho e a luz dos grandes dias. No Tejo entrou pela primeira vez o navio de cruzeiro Berlim, bandeira de Malta. Tem cerca de 500 passageiros. Talvez não chegue a tanto. Chegaram às 08.00 da manhã, pela fresquinha, e vão ficar até amanhã ao meio-dia. Turistas alemães. O tempo para eles está uma maravilha. O Cristo-Rei deve continuar cheio de frio, ali ao relento das noites. Só mesmo sendo Cristo é que ainda não apanhou uma gripe. E de certeza que não tomou a vacina. A ponte continua a prestar o serviço para que é requerida, mas ainda não se sabe se vai ser reparada ou se não precisa de reparação.

O edifício dos pilotos da barra continua inclinado, a imitar a Torre de Pisa. Bom, e há o sarampo, que não se vê aqui da minha janela de observação. No tempo em que tive sarampo forravam-se as janelas do quarto de papel vermelho, talvez para esconjurar o mal. Agora é tudo mais moderno. E até há vacinas que muito se recusam a tomar, começando por aqueles que nos recomendam a sua inoculação. Não esquecer o amigo Feliciano, do PSD. Sai de consciência tranquila. Tal como aqueles clubes que perdem e fazem crer que ganharam.