Adeus livrarias, adeus livros

Mais uma livraria que fecha as portas: a Pó dos Livros, de Jaime Bulhosa, em Lisboa, no final de Março. Num curto espaço de tempo fechou a Livraria Portugal, a Livraria Aillaud & Lello, no Chiado, a Bulhosa, das Amoreiras, a Bulhosa do Oeiras Parque, e provavelmente outras que me escapam. Não acredito que fechem devido às compras nas livrarias virtuais, na Internet. Não sei o que dizer. Sei que as pessoas não estão motivadas para ler. Ler dá trabalho. Os livros estão caros, digam o que disserem. Dificilmente se compram livros abaixo dos dez euros. É quem ganha o salário mínimo, ou pouco mais, que vai comprar um livro de quinze euros, ou mais? O Estado não está para se chatear com o problema dos livros e da leitura. Será com o Ministério da Educação? Será com o Ministério da Cultura? A questão do livro e da leitura merecia um amplo movimento de recuperação do hábito da leitura, do gosto pelos livros. Na Islândia, por exemplo, a tradição no Natal é trocar livros e passar a noite a ler “com um pouco de calma e tranquilidade”.