Walt

Esta besta barco chama-se Apocalypse, é branca e tem duas chaminés providas de sendas riscas azul-ferrete. Vejo claramente visto que já não é nova, a besta, mas para irmos aonde vamos qualquer traineira servia, qualquer caca inventada à pressão pelos altos poderes sereníssimos, desde que flutuasse.

Atrás de mim, e de que partem vozes, o pelotão alinhado. Soma trinta e cinco gatilhos, um dos quais o único até agora íntimo, preto rural da Carolina do Sul que quis ser meu impedido e na hora de deixarmos Baltimore e o abarracamento: chorava, chorava com os focinhos metidos na boina.

 

Fernando Assis Pacheco in “Walt”