Ensina-me a Namorar

Ensina-me_a_Namorar

A nossa conversa não adiantou muito ao que eu já sabia. As informações que ela possuía eram poucas e desactualizadas. Uma relação das entidades a quem se dirigira e das informações recolhidas, todas elas negativas, era o corolário de anos de tentativas frustadas e talvez mal conduzidas para encontrar Romeu Duchamp, o seu amor de juventude. Estranhei o nome. Julieta esclareceu que o avô paterno de Romeu era francês. Mostrou-me fotografias do namorado, à civil e em traje militar, tiradas no decurso daquele ano em que se conheceram. Eram fotografias a preto e branco, sem qualidade, tiradas por amador. Devolvi-lhas sem lhes prestar muita atenção.

 

António Garcia Barreto in “Ensina-me a Namorar